Internacional

Caso Nóos: Infanta Cristina absolvida, marido condenado

Iñaki Urdangarin, cunhado do Rei de Espanha foi condenado a seis anos e três meses de prisão por fraude e desvio de fundos públicos.

Mais de um milhão de documentos foram analisados pela justiça espanhola ao longo de oito meses, que decidiu condenar Iñaki Urdangarin, marido da Infanta Cristina e cunhado do Rei de Espanha a seis anos e três meses de prisão, por prevaricação, fraude e tráfico de influências. Urdangarin terá ainda de pagar uma multa de 512 mil euros.

O cunhado do Rei de Espanha era acusado de ter utilizado as suas conexões à família real para conseguir ganhar concursos públicos, tendo de seguida desviado o dinheiro através do Instituto Nóos, que geria com um sócio, Diego Torres, condenado a oito anos e seis meses de prisão e a uma multa superior a 1,7 milhões de euros.

A Infanta Cristina de Borbón foi absolvida mas terá de pagar uma multa de 265 mil euros. Miguel Roca, advogado da Infanta, assinala a satisfação da sua cliente "pelo reconhecimento da sua inocência", embora continue convencida da inocência do seu marido.

Numa primeira reação, o Palácio Real expressou "absoluto respeito pela independência do poder judicial". O Rei Filipe VI, de visita a um museu em Madrid não quis tecer comentários sobre a sentença que absolve a sua irmã e condena o seu cunhado.

A decisão do juiz é conhecida 11 anos depois do início do caso, quando um deputado socialista pediu explicações pelos custos elevados de um fórum sobre turismo e desporto organizado por Iñaki Urdangarin para o governo regional das Ilhas Baleares.

Durante o julgamento, a infanta negou ter conhecimento das atividades do marido.

Este caso de corrupção que envolve a irmã do rei tem sido seguido com grande interesse em Espanha e no estrangeiro, tendo manchado a reputação da monarquia e contribuído para a abdicação do rei Juan Carlos, em junho de 2014, a favor do filho.

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