
Dora Pires / TSF
É de campanhas à moda antiga, o que se mostra na exposição "A Propaganda nas Eleições Presidenciais dos EUA". Trump e Clinton são só os últimos a saírem do arquivo de Pacheco Pereira.
A exposição não é grande, mas parece. Cada peça tem uma simbologia, a história de um momento político, de um candidato, de uma América.
Está lá o boné vermelho de Donald Trump a prometer uma América grandiosa, de novo. Numa vitrina, está lá um ursinho de peluche (Teddy Bear) com imagens estampadas do já presidente eleito. Mesmo ao lado uma caixa de sabonete com Trump de mãos abertas.
Também há t-shirts de Hillary Clinton, crachás com a imagem de Barack Obama, ou cartazes, fotos, artigos de tanto homem que desde os anos 30 tentou, mas não conseguiu ser presidente dos Estados Unidos da América.
Entre os derrotados, há campanhas de muitos partidos que raramente chegam à ribalta dos media internacionais. O Independent Party, de conservadorismo extremo ou o Proibition Party, que teve a Lei Seca como único tema de campanha.
Todo o material veio do Ephemera, o arquivo pessoal de Pacheco Pereira que tem milhares de artigos como estes, de mais de uma centena de países.
Até dia 10 de março, está tudo na Escola Superior de Comunicação Social.