TSF

  • Menu
  • Ouvir Emissão
crise dos refugiados

Controlo de fronteiras na Bélgica não põe em causa Schengen

A garantia é do Presidente do Parlamente Europeu, depois de o Governo belga ter anunciado a reintrodução temporária dos controlos na fronteira com França. À Europe 1, Martin Schultz falou ainda sobre o "brexit".

PUB
Michael Dalder/Reuters

O Presidente do Parlamente Europeu considera "absolutamente normal" o restabelecimento do controlo de fronteiras na Bélgica. Martin Schulz considera que a decisão não põe em causa o acordo de Schengen.

O Governo belga anunciou esta terça-feira a reintrodução temporária dos controlos na fronteira com França para impedir a entrada de migrantes que abandonem a "Selva" de Calais, no norte de França. As autoridades francesas decidiram evacuar a metade sul do campo de refugiados.

Em entrevista à rádio Europe 1, o Presidente do Parlamento Europeu lembra que a medida tem uma duração limitada e faz questão de dizer que não está em causa um fecho de fronteiras permanente, que inclua também transportes e serviços, o que poderia ser dramático para a economia da União Europeia.

Martin Schulz defende ainda que é preciso enviar de volta para os países de origem as pessoas que não são elegíveis para pedir asilo e que representam cerca de 40% dos migrantes que chegam à Europa. O representante europeu pediu ainda a uma maior solidariedade entre os países europeus no acolhimento de refugiados, que precisa de ser mais equilibrada entre 28 estados-membros.

O brexit foi outro dos assuntos desta entrevista. Martin Schultz apelou a um voto no "sim" no referendo de 23 de junho no Reino Unido. "A União Europeia com a Grã-Bretanha é mais forte; a Grã-Bretanha sem a União Europeia é mais fraca. Por isso, o interesse é mútuo. Se eu pudesse votar, votaria 'stay in'. Fiquem na Europa, porque juntos somos mais fortes!".

  COMENTÁRIOS

Ouvir Emissão