Internacional

Dijsselbloem diz que reação de Portugal foi chocante

O presidente do Eurogrupo foi confrontado pelo secretário de Estado Adjunto e das Finanças que está a representar Centeno na reunião do Eurogrupo. À entrada reiterou que não se demite.

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças que está a representar Mário Centeno na reunião do Eurogrupo, disse a Jeroen Dijsselbloem que a declarações em relação a Portugal foram chocantes. Na resposta, o também ministro das finanças holandês, devolveu a expressão e disse que a reação de Portugal "também foi chocante" e que não vai "exigir um pedido de desculpa" a Portugal. A conversa foi registada pelos repórteres das televisões.

O presidente do Eurogrupo reiterou,esta sexta-feira, à entrada da reunião do Eurogrupo, que decorre em Malta, que não se demite e acrescentou que está disponível para cumprir o seu mandato ao fim.

"Certamente que não", respondeu Jeroen Dijsselbloem aos jornalistas, quando questionado sobre se tem a intenção de se demitir depois das polémicas declarações ao jornal alemão Frankfurter Algemeine Zeitung, na qual afirmou referindo-se aos países do Sul da Europa, que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda".

Jeroen Dijsselbloem tem sido fortemente criticado por aquela afirmação, nomeadamente pelo Governo português, que tem defendido o seu afastamento do cargo de presidente do Eurogrupo.

"Só sei de duas coisas: Ainda sou ministro das Finanças da Holanda e presidente do Eurogrupo e que o meu mandato no Eurogrupo acaba em janeiro".

Além das declarações sobre os países do sul, Jeroen Dijsselbloem continua sob críticas depois de não se ter disponibilizado a participar, esta semana, num debate no hemiciclo de Estrasburgo sobre o programa de assistência à Grécia. No entanto, o presidente do Eurogrupo disse que irá ao Parlamento Europeu falar sobre a Grécia em 27 de abril.

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