EUA

FBI está a investigar ligação entre Trump e Rússia durante eleições

O diretor do FBI confirmou esta segunda-feira que estão a ser investigadas suspeitas de intervenção russa nas eleições presidenciais dos EUA e que não há indícios de escutas de Obama e Trump.

James Comey afirmou, perante a Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes, que a divulgação de informação classificada é um crime sério pelo que o assunto tem de ser investigado e esclarecido.

O diretor da Agência Federal de Investigação (Federal Bureau of Investigation) especificou que estão a ser analisadas eventuais "ligações entre indivíduos associados à campanha de Trump e o governo russo" e uma eventual coordenação entre a campanha e Moscovo".

James Comey não adiantou muitos detalhes, acrescentando que "sendo uma investigação aberta, em curso e classificada, não posso dizer mais sobre o que estamos a fazer e quem estamos a investigar".

No entanto, James Comey disse que está disponível para comentar detalhes da investigação à porta fechada com os membros da comissão.

FBI e NSA sem indícios de escutas de Obama a Trump

O diretor do FBI garantiu também hoje que nem a sua instituição nem o Departamento de Justiça têm qualquer indício de que Donald Trump terá sido espiado durante a campanha para as eleições presidenciais por Barack Obama.

Aliás, James Comey sublinhou que ninguém - nem o Presidente - pode ordenar que alguém seja alvo de vigilância eletrónica.

Também Mike Rogers, diretor da NSA, a Agência de Segurança Nacional, que foi convocado a prestar esclarecimentos na mesma comissão, afirmou que não encontrou quaisquer indícios de escutas.

A Comissão de Serviços Secretos da Câmara dos Representantes volta a reunir-se no final do mês para ouvir novas testemunhas. Nenhum membro da administração Trump está no rol das pessoas a ouvir.

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