França

Governo francês confia que Paris pode atrair financeiros preocupados com Brexit

O 'Brexit' pretendido pelo governo de Theresa May implica a perda do passaporte financeiro europeu, que permite aos grandes bancos internacionais propor serviços na União Europeia.

O secretário de Estado adjunto do ministro da Economia francês, Benjamin Griveaux, declarou-se confiante, na terça-feira, em Londres, na capacidade de Paris atrair atores financeiros inquietos com a saída do Reino Unido da União Europeia.

"Vão haver anúncios, mas não me compete a mim fazê-los. Compete aos principais interessados fazê-lo, porque a escolha estratégica é a sua e o calendário é o seu. Nem se trata de pressionar. Creio mesmo que seria contraprodutivo", declarou, durante um encontro com jornalistas.

Griveaux está em Londres, na terça e quarta-feira, para se reunir com instituições financeiras que podem ser tentadas a transferir parte das suas atividades para o continente, considerando aquela saída, o designado 'Brexit', prevista para março de 2019.

As suas declarações ocorrem quando a concorrência é rude entre as grandes capitais financeiras europeias, como Dublin, Frankfurt ou Amesterdão, para além de Paris.

Griveaux exprimiu a sua satisfação com o anúncio feito na segunda-feira pela seguradora norte-americana Chubb, que escolheu Paris para a sua nova sede europeia, e lembrou que já foram anunciadas as transferências para a capital francesa de parte da atividade do banco britânico HSBC e de bancos franceses que estavam implantados no Reino Unido.

O 'Brexit' pretendido pelo governo de Theresa May implica a perda do passaporte financeiro europeu, que permite aos grandes bancos internacionais propor serviços na União Europeia, estando estabelecidos no Reino Unido.

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