América do Sul

Herança de Chavez «não ficará apenas na Venezuela», sublinha investigador

Andres Malamud diz que a visão do mundo de Chavez arrastava até agora pequenos países, no entanto, lembrou que agora a Argentina também já partilha deste ponto de vista.

O investigador Andres Malamud considerou que a herança de Hugo Chavez, falecido esta terça-feira, aos 58 anos, «não ficará apenas na Venezuela, mas noutros países, como a Argentina».

«A aposta de alto risco que ele estava a fazer era o colapso do Ocidente. O alinhamento que estava à procura com alguns Estados párias e outros emergentes tem a ver com a visão de que a Europa e os EUA já faziam parte do passado», explicou.

Em declarações à TSF, este investigador explicou que o futuro se divide na Venezuela em duas questões, uma das quais é se o sucessor de Chavez é capaz de ganhar as próximas eleições.

Andres Malamud recordou ainda que a «visão do mundo do Chavez não era muito importante na América Latina até há pouco, porque só arrastava países pequenos», como a «Bolívia, Nicarágua e Cuba».

«Mas agora a Argentina está nesta visão e há outros países que podem seguir e quanto pior correr a situação económica na Europa e nos EUA mais se justificará a visão destes líderes de que o futuro está nas mãos de potências como o Irão», concluiu.

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