União Europeia

Juncker quer um ministro europeu das Finanças e Economia

Este ministro acumularia os cargos de presidente do Eurogrupo e de comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros.

Jean-Claude Juncker fala numa Europa em recuperação, com os níveis de desempregos mais baixos dos últimos oito anos. O presidente da Comissão olha agora para a crise como uma coisa do passado.

"Dez anos [passaram] desde que estalou a crise e economia europeia está a recuperar e isto revitaliza a nossa confiança, os nossos 27 líderes e as nossas instituições estão a fazer com que a nossa Europa regresse à União e a união regresse à Europa", defendeu, considerando que os "ventos de mudança" são o resultado de "ações determinadas" das instituições europeias.

"Os bancos europeus têm novamente poder de fogo para injetar dinheiro nas empresas que, por isso, podem crescer e criar empregos", disse, frisando ainda que foi a interpretação política das regras do pacto de estabilidade e crescimento que coloca a Europa numa trajetória de crescimento e de redução de défices.

"Pedimos disciplina orçamental, mas com o cuidado de não matar o crescimento. E, isto está a funcionar muito bem na União, apesar de algumas criticas", e por tudo isto, Juncker afirma ter esperança na Europa do futuro.

"Temos agora uma janela de oportunidade. Mas, ela não estará aberta para sempre. Tiremos o melhor partido desta dinâmica. Apanhemos o vento com as nossas velas", disse.

O presidente da comissão defende "uma agenda positiva", para a construção do futuro de uma Europa "reforçada" do ponto de vista comercial e industrial, sem esquecer as alterações climáticas, que seja capaz de "combater" o terrorismo e seja "solidária" e "mais unida".

Neste discurso sobre o estado da União, Jean-Claude Juncker recupera uma ideia antiga, mas agora de uma forma que pode ser entendida como mais assertiva - o presidente da Comissão defende que seja criado um ministro da Economia e das Finanças para a Zona Euro.

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