Internacional

Mais de 700 autarcas investigados por causa de referendo na Catalunha

Centenas de presidentes de câmara da Catalunha estão a ser investigados pela justiça espanhola por colaborarem no referendo sobre a independência da região, considerado ilegal por Madrid.

A Procuradoria-Geral de Espanha anunciou hoje estar a investigar mais de 700 presidentes de Câmara da Catalunha por cooperação com o referendo sobre a independência daquela região e ordenou a sua detenção, caso não cooperem.

O procurador-geral, Jose Manuel Maza, ordenou hoje aos procuradores provinciais que investiguem 712 autarcas que já ofereceram instalações municipais para a realização do referendo previsto para dia 1 de outubro, considerado ilegal pelo governo de Madrid.

A procuradoria ordenou aos procuradores que notifiquem esses autarcas da região a comparecerem perante as autoridades judiciais e, caso o autarca não responda, a procuradoria pede que "seja ordenada a sua detenção" para que compareça.

A coligação pró-independência que governa a comunidade autónoma da Catalunha quer realizar o referendo sobre a independência a 1 de outubro, apesar da proibição das autoridades nacionais, e pediu aos 947 presidentes de Câmara da região que forneçam instalações para a realização do escrutínio.

O primeiro-ministro, Mariano Rajoy, prometeu impedir a realização do referendo e conseguiu a sua suspensão enquanto o Tribunal Constitucional decide da sua legalidade.

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