Irão

Ler é o melhor castigo

É a forma encontrada por um juiz iraniano para dar a volta ao código penal. Em vez de mandar os condenados para a cadeia, obriga-os a comprar livros e a lê-los.

A invulgar sentença vale só para quem tenha cometido pequenos crimes, ou seja, adolescentes ou quem não tenha antecedentes criminais.

O juiz considera que a leitura é para esses melhor caminho no sentido da redenção do que uma estadia atrás das grades. Em declarações à IRNA, a agência iraniana de notícias, citadas pela BBC, o magistrado defende que a cadeia deixa marcas físicas e psicológicas irreversíveis, tanto nos condenados como nas famílias, que devem, sempre que possível, ser evitadas.

Portanto, e nos casos referidos, os que lhe passam pelo banco do réus, levam antes como castigo a compra, leitura e depois a escrita de um resumo de um livro. Os títulos, previamente definidos, abrangem várias temáticas e variam na complexidade.

No resumo que têm de fazer e depois devolver ao juiz, como prova de castigo cumprido, os condenados têm ainda de incluir uma citação da autoria do Profeta Maomé.

Concluída essa parte da sentença, os livros são depois doados ao estabelecimento prisional da região. O magistrado acredita que a leitura produz um efeito apaziguador, contribuindo assim para uma diminuição de casos de violência entre os reclusos.

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