Incêndios

Mais de 125 mil querem base de hidroaviões contra o fogo nas Canárias

A discussão sobre meios aéreos não acontece apenas na Madeira. A perto de 500 quilómetros a discussão é semelhante, mas já está longe de saber se é possível usar helicópteros e aviões.

Tal como a Madeira, também a ilha de La Palma, nas Canárias, tem sido muito afetada pelos fogos neste início de Agosto. As últimas estimativas apontam para 7% do território queimado, num incêndio que depois de se ter agravado foi combatido por 8 helicópteros e 3 hidroaviões vindos do Continente.

Tem sido este o mote de uma petição na internet que já reuniu mais de 125 mil assinaturas e que pede uma base permanente de hidroaviões num arquipélago que tal como a Madeira também costuma ser muito afetado pelas chamas.

Por agora, as Canárias só têm, de forma permanente, pequenos helicópteros de combate aos incêndios e na quarta-feira um caiu em La Palma. Os promotores da petição dizem que que estes meios não são eficazes e correm riscos constantes devido à orografia do terreno e ao vento nestas ilhas espanholas.

O governo das Canárias já anunciou que vai pedir ao Estado uma base de helicópteros Kamov, mais pesados, mas continua a recusar a base de hidroaviões.

Pelo contrário, uma deputada do partido Cidadãos eleita por Tenerife entregou a meio da semana uma proposta para criar uma base de hidroaviões nas Canárias para lutar contra os fogos.

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