Timor

Massacre de Santa Cruz recriado por timorenses 25 anos depois

Centenas de timorenses participaram numa recriação do massacre no cemitério de Santa Cruz, ocorrido em Díli a 12 de novembro de 1991.

"Era um teatro" mas "foi muito emocionante", disse à TSF Pedro Brinca, jornalista português que assistiu à iniciativa, englobada nas cerimónias dos 25 anos do massacre em Timor.

Os jovens em manifestação, os militares indonésios a dispararem, a fuga para o interior do cemitério e a recolha dos corpos são alguns dos momentos destacados por Pedro Brinca.

Este sábado assinalam-se 25 anos sobre a chacina das tropas indonésias que dispararam indiscriminadamente sobre timorenses pró independência quando estes marchavam até ao cemitério em protesto pelo assassinato, semanas antes, do ativista Sebastião Gomes.

O massacre em Timor causou mais de 300 mortos, foi filmado pelo jornalista britânico Max Stahl e as imagens divulgadas mais tarde ao mundo.

No âmbito dos 25 anos do Massacre de Santa Cruz, foi inaugurada esta semana em Díli uma exposição de 32 imagens de cicatrizes no corpo de 32 sobreviventes. A exposição chama-se "Fitar", o significado de cicatriz em tétum.

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