Líbia

Protesto na Líbia não é generalizado, diz embaixador

O embaixador de Portugal em Tripoli diz que o protesto na Líbia não é generalizado, sublinhando que a situação social daquele país é muito melhor que nos países vizinhos.

Em declarações à TSF, o embaixador de Portugal em Tripoli descreveu um país onde dificilmente o protesto será generalizado.

«Não me parece que haja um protesto generalizado e que possa atingir uma grande área da população. A situação social da Líbia é muito melhor que nos países vizinhos e o grau de politização é muito diferente daquele que se verifica na Tunísia», afirmou Rui Lopes Aleixo.

Por outro lado, acrescentou, «não há uma insatisfação em relação ao regime como verifiquei em relação aos países vizinhos».

Na Líbia vivem 177 portugueses, estando todos contactáveis. O embaixador referiu que a comunidade está «tranquila», sublinhando que não há razões para o contrário.

Esta quinta-feira, pelo menos quatro pessoas morreram na Líbia em confrontos entre as forças da ordem e manifestantes da oposição, na cidade de Al-Baida, revelaram os sites da oposição e das ONG líbias, com sede no estrangeiro.

Por outro lado, activistas líbios apelaram para a realização hoje de novas manifestações, no quinto aniversário do «massacre de Benghazi» e numa aparente vaga de protestos por todo o país que começa a exigir o derrube do Presidente Muammar Kadhafi.

À semelhança do que sucedeu nas recentes revoltas que estão a incendiar o mundo árabe, activistas da oposição programaram «um dia de cólera» através da rede social Facebook. Para além de exigirem o afastamento do líder líbio, apelam a uma «nova Constituição» e amplas reformas políticas e económicas.

Ouvido pela TSF, o ex-ministro português dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, descreveu Kadhafi como uma «pessoa determinada», líder «respeitado» em África e «excêntrico».

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