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Sanções contra programa nuclear não estão a resultar, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que as sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano não estão a produzir o «resultado necessário», noticia a AFP.

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«Até ao dia de hoje, as sanções não produziram o resultado adequado, isto é, a paragem do programa nuclear do Irão», afirmou Netanyahu aos estudantes da Escola israelita de Defesa Nacional, citado em comunicado distribuído pelo seu gabinete.

Israel, que é considerada a única potência militar na região, estatuto este sobre o qual mantém voluntariamente a ambiguidade, considera o programa nuclear iraniano como uma ameaça à sua existência, referindo-se às frequentes declarações dos dirigentes da República Islâmica sobre o seu desaparecimento.

Os principais dirigentes israelitas, designadamente o próprio Netanyahu, ameaçam regularmente com uma ação militar contra o Irão, exprimindo as suas dúvidas quanto à eficácia das sanções contra Teerão.

No seu discurso aos estudantes, o chefe do governo de Jerusalém colocou o programa nuclear iraniano à cabeça dos «cinco principais desafios» com que Israel se confronta.

«Israel está confrontado com cinco desafios principais: o programa nuclear iraniano, a cibernética, os mísseis, as fronteiras e a acumulação de armas convencionais na região», declarou.

Quanto às fronteiras, Netanyahu insistiu que a entrada de imigrantes clandestinos em Israel é uma ameaça para «o carácter do Estado».

A presença em Israel de mais de 62 mil imigrantes clandestinos, na sua maioria sudaneses e eritreus, entrados pelo Sinai egípcio, está a provocar, desde maio, violências e polémicas públicas.

Netanyahu felicitou-se pela eficácia da barreira em construção ao longo dos 250 quilómetros de fronteiras com o Egito, que disse já ter permitido «reduzir de forma notável o número de infiltrados».

Ao mencionar «a acumulação de armas convencionais na região», Netanyahu aludia aos temores, expressos nos últimos dias por responsáveis israelitas, quanto à transferência de armas químicas da Síria para o Hezbollah libanês.

«Sobre a acumulação na região de armas convencionais, é preciso considerar a possibilidade de as armas detidas por certos países poderem cair em mãos irresponsáveis», realçou.

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