Internacional

Temer acusado de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à justiça

O presidente do Brasil, Michel Temer, foi acusado pelo procurador-geral da República por provas entretanto consideradas "consistentes" pelo juiz relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal.

São três os crimes em causa: corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à justiça.

Janot classificou as conversas de Temer com o delator Joesley Batista, dono do gigante da área alimentar JBS, de "estarrecedoras".

Até meio da tarde de ontem já tinham avançado oito pedidos de impeachment do presidente e três partidos abandonado a base aliada do governo.

A maioria dos observadores vê como quase impossível a sua continuidade no cargo.

Defende o Procurador-Geral da República no processo a Temer que "os elementos de prova revelam também que alguns políticos continuam a utilizar a estrutura partidária e o cargo para cometerem crimes em prejuízo do estado e da sociedade".

Em causa gravações divulgadas ontem nas quais Temer dava aval para comprar o silêncio de um detido na Lava-Jato.

O presidente da República mantém, no entanto, a decisão de não renunciar ao cargo - afirma que nunca comprou o silêncio de ninguém, pondera uma ofensiva jurídica para responder às acusações de que é alvo e já encomendou análise dos áudios a peritos, por suspeitar de uma conspiração.

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