Internacional

Tunísia aprova lei que perdoa pessoas envolvidas em corrupção

A amnistia só é aplicável a quem seguiu ordens, mas não obteve ganhos pessoais.

O parlamento da Tunísia aprovou uma polémica lei que amnistia milhares de pessoas envolvidas em casos de corrupção durante o regime do ex-Presidente Zine el Abidine Ben Ali (1987-2011).

Manifestantes, que protestavam no exterior do parlamento, disseram recear o regresso à Tunísia do passado, anterior à "primavera árabe", revolta popular iniciada em dezembro de 2010, contra o regime autoritário do Ben Ali, atualmente exilado na Arábia Saudita.

A controversa lei foi aprovada, na quarta-feira à noite, com 117 votos a favor e nove contra, depois de um debate muito acesso e da oposição ter boicotado a votação.

O Presidente tunisino, Mohammed Beji Caid Essebsi, de 90 anos, argumentou que a lei de "reconciliação económica" vai melhorar o clima para os investidores e ajudar o país a avançar. Várias vozes críticas afirmaram que esta medida representa um recuo.

A amnistia total só é aplicável a quem seguiu ordens de líderes corruptos, mas não obteve ganhos pessoais. Mas quem lucrou com negócios não será julgado se devolver os montantes obtidos e pagar uma multa.

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