Internacional

Venezuela: um morto e quatro feridos graves durante o referendo informal

Um grupo de homens armados disparou contra pessoas que aguardavam na fila para votar no referendo promovido pela oposição.

Mais de sete milhões de venezuelanos saíram à rua para votar num referendo informal, uma votação que não é reconhecida pelo governo.

O referendo informal decorria com normalidade até grupos armados invadirem um local de voto em Caracas e abrirem fogo contra pessoas que esperavam na fila. Uma enfermeira de 61 anos morreu e três pessoas ficaram gravemente feridas.

Muitas pessoas refugiaram-se numa igreja para escaparem ao tiroteio. Um vídeo publicado nas redes sociais pelo líder da oposição, Henrique Capriles, mostra o pânico durante os disparos. Capriles acusa Maduro e fala de milícias pró-governo.

Os organizadores tinham já admitido recear a violência dos coletivos, os grupos de apoiantes de Nicolás Maduro, que no início do mês feriram deputados durante uma invasão do parlamento.

A consulta popular foi validada pelo parlamento venezuelano, mas considerada ilegal pela presidência. Ainda assim, milhares de venezuelanos esperaram horas na fila para poderem responder às três questões do referendo simbólico.

98% dos eleitores responderam com dois sins e um não. Não à nova assembleia constitucional, proposta pelo presidente Nicolás Maduro, sim a novas eleições antes do fim do mandato do atual presidente, que termina em 2019, e sim à defesa da constituição pelas forças armadas.

O referendo improvisado teve uma grande adesão fora da Venezuela, com mesas de voto espalhadas por mais de 100 países em todo o mundo.

Em Portugal, os organizadores garantem que a votação ultrapassou as expectativas. Citada pelo Diário de Notícias, a Associação Cívica de Venezuelanos em Lisboa-Venexos fala de mais de 7 mil votos em Portugal.

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