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Conselho Segurança adia votação de resolução após pedido de Annan

O Conselho de Segurança da ONU adiou para quinta-feira a votação do projeto de resolução sobre a Síria, atendendo a um pedido do enviado especial Kofi Annan, informaram hoje diplomatas.

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Vitaly Churkin, embaixador russo na ONU, afirmou que, na sequência do adiamento, os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança vão prosseguir negociações esta tarde sobre o projeto de resolução, na tentativa de chegar a um consenso.

À margem de uma reunião no Conselho de Segurança, o diplomata francês Gerard Araud afirmou que os últimos contactos com a Rússia sobre o texto não foram produtivos.

Apresentado pelo Reino Unido, e subscrito por Portugal, Alemanha e Estados Unidos, o projeto de resolução devia ser votado esta tarde em Nova Iorque, estando agora agendado para as 10h00 de quinta-feira (15h00 de Lisboa).

O projeto renova o mandato da missão de observadores da ONU para a Síria (UNSMIS) por 45 dias e levanta a ameaça de sanções, caso o governo sírio não cesse o uso de armas pesadas e retire dos centros populacionais no prazo de dez dias.

O mandato da UNSMIS termina na sexta-feira.

A Rússia opõe-se a sanções contra Damasco, com apoio da China.

O pedido de Annan, que se encontra em Moscovo em contactos com as autoridades russas, surgiu depois de vários altos responsáveis do governo sírio terem sido mortos em Damasco.

No atentado, na sede da Segurança Nacional, no centro da capital da Síria, morreram o ministro da Defesa sírio, Daud Rajha, e o vice-ministro da Defesa e cunhado do Presidente Bashar al-Assad, Assef Shawkat, noticiou a televisão estatal síria.

Vários altos responsáveis ficaram feridos no ataque, incluindo o ministro do Interior, Mohamed Shaar, e o chefe da Segurança Nacional, Hisham Ikhtiar, disseram fontes da segurança citadas por agências internacionais.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que o general Hassan Turkmeni, chefe da célula de crise do Governo sírio e adjunto do vice-Presidente, também foi morto no atentado.

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