Vila Nova de Gaia

Seguro: Portugal precisa de um Governo «de palavra e de confiança»

O secretário-geral do PS endureceu ontem, em Gaia, o tom das críticas ao Governo, acusando o primeiro-ministro de impreparação e de fazer experimentalismo.

Numa sessão de apoio ao candidato socialista à presidência da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, que encheu a sala do Clube Náutico de Crestuma, António José Seguro usou o exemplo da campeã mundial júnior de canoagem, Joana Vasconcelos (mandatária da juventude), que estava sentada ao seu lado, para salientar a importância do trabalho de preparação nos atletas ou nos políticos.

«Precisamos de governos que se preparem, que não venham fazer experimentalismo, que não venham às escuras nem às apalpadelas. Precisamos de governos competentes, com gente fiável, gente de palavra e gente de confiança», declarou.

Seguro disse depois que, na vida política, o natural é haver assuntos em que se concorda e outros em que se discorda, desde que se perceba que há um rumo.

«Mas não é isso que temos estado a ver nos dois últimos anos no nosso país», apontou o secretário-geral do PS antes de fazer novamente críticas às políticas de educação, ao corte nas pensões da Caixa Geral de Aposentações e ao próprio conceito que, alegadamente, o executivo tem em relação à finalidade última das finanças públicas.

«As finanças públicas servem para garantir a sustentabilidade do Estado social, mas para este Governo servem para os mercados. Neste últimos dois anos, o primeiro-ministro passou sinais vermelhos em série, foi para além da troika, o PS avisou que o caminho era errado e agora [Pedro Passos Coelho] diz que é incompreendido pelos mercados», disse.

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