Legislativas 2011

Ana Jorge considera que recuar na lei do aborto seria «um retrocesso»

A ministra da Saúde disse ter ouvido «com estranheza» a proposta do líder do PSD de reavaliar a lei do aborto, considerando que seria «um retrocesso» se as mulheres voltassem a interromper a gravidez na clandestinidade.

«Foi com alguma estranheza que ouvi as declarações do dr. Pedro Passos Coelho sobre esta questão», disse à Lusa Ana Jorge, acrescentando que, «neste momento, questionar a lei do aborto, que foi referendada por todos os portugueses, é um retrocesso muito grande».

«Não estamos muito longe [da altura] em que as mulheres punham em risco a vida e, muitas vezes, pelas condições em que eram feitos os abortos em clandestinidade, ficavam incapazes de voltar a engravidar. Portanto, é algo que, neste momento, em pleno século XXI, me custa a aceitar», sublinhou.

«"Eu, como mulher e [pessoa] que conhece bem o sector e aquilo que são os sentimentos das mulheres, considero completamente inoportuno pôr em causa esta possibilidade, que foi referenciada por todos os portugueses», adiantou a ministra.

Entretanto, em declarações à TSF, a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, considerou um «absurdo» a proposta de referendo do líder do PSD.

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