Legislativas 2011

PCP e BE criticam posição de Passos sobre lei do aborto

O secretário-geral do PCP opôs-se à revisão da lei da interrupção voluntária da gravidez proposta pelo líder social-democrata, garantindo que nunca apoiará nada que signifique um «retrocesso». Já o BE disse que Passos Coelho «pode tirar o cavalinho da chuva» porque a sociedade «não volta para trás».

Em declarações aos jornalistas à margem de uma curtíssima arruada em Algés, Jerónimo de Sousa considerou «uma velha ideia, do velho PSD» a intenção manifestada por Passos Coelho de reavaliar a lei actual, que despenalizou o aborto até às dez semanas, e até de admitir fazer um novo referendo.

«A CDU está claramente do lado das mulheres, dessa causa, desse avanço civilizacional, e não acompanhará qualquer medida» que vise um «retrocesso» para a situação de antes do referendo, de «aborto clandestino, aborto penalizado».

Apesar de admitir que «as leis nunca são perfeitas», atribuiu a vontade de reavaliar a lei do aborto à matriz ideológica do PSD «oficial», que «sempre esteve contra esse avanço».

Por seu turno, o coordenador do BE criticou Passos Coelho por querer reavaliar a lei do aborto, afirmando que ele «pode tirar o cavalinho da chuva» porque a sociedade «não volta para trás» e «não se fazem referendos para mudar regulamentos».

No final de uma arruada em Benfica que marcou o arranque do quinto dia de campanha, Francisco Louçã foi questionado pelos jornalistas sobre esta posição de Passos Coelho.

«Isso foi de manhã, não foi? Eu não sei se à hora do almoço o Dr. Passos Coelho não estará já a corrigir o seu ponto de vista», ironizou, acrescentando que «a campanha não pode ser feita desta impreparação».

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