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Santos Silva exige que Passos esclareça se condena incidentes em Faro

O dirigente socialista Augusto Santos Silva desafiou o líder do PSD a esclarecer ainda hoje se condena ou não os incidentes no comício socialista de Faro, na quinta-feira.

Augusto Santos Silva falava na abertura do almoço comício do PS em Guimarães, que juntou cerca de mil pessoas, num discurso em que considerou «demasiado grave» o que se passou em Faro, onde houve uma manifestação contra o Governo nas imediações do comício socialista e que resultou na detenção por parte da PSP de um dos manifestantes.

Para Santos Silva, as declarações já proferidas por Pedro Passos Coelho sobre o que se passou em Faro são insuficientes, porque não vai mais longe do que lamentar e, nestas situações, «ou se condena ou não».

«Se não se condenar desculpa-se, perdoa-se, disfarça-se, desvaloriza-se. Diz [Passos Coelho] que as pessoas têm razões para estar indignadas, mas o que isto quer dizer, isso quer dizer desculpar aqueles que quinta-feira tentaram boicotar um comício político? Nesta questão não podem existir palavras ambíguas», declarou o ainda ministro da Defesa.

Na perspectiva de Augusto Santos Silva, em casos de desrespeito do direito de reunião em Portugal, «não pode haver lágrimas de crocodilo», porque o que se passou em Faro «tem de ser compreendido à luz dos efeitos de uma campanha dirigida sistematicamente contra o PS e o seu líder, que recorre ao insulto pessoal e de agressão gratuita».

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