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Era um convento feminino, fundado em 1533, no sítio de Monchique (local onde existia uma sinagoga, em pleno território da judiaria) na freguesia de Miragaia, fora dos muros da cidade do Porto. Foi palco da obra de Camilo Castelo Branco.
De acordo com os arquivos da Torre do Tombo, «no dia 10 de junho do ano de 1833, é dada a notícia de haver "religiozas reveldes" em Monchique que tinham abandonado o convento. Outras freiras permaneceram no Convento de Monchique até agosto de 1834, data em que foram removidas para outros conventos de clausura da área da cidade do Porto».
O Convento de Monchique faz parte do cenário de "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco. Foi a uma janela do Convento que Teresa de Albuquerque acenou ao amor da sua vida, Simão Botelho, quando este passava num barco no Douro, a caminho do degredo.
«- Onde é Monchique? - perguntou Simão a Mariana.
- É acolá, senhor Simão - respondeu, indicando-lhe o mosteiro, que se debruça sobre as margens do Douro, em Miragaia.
Cruzou os braços Simão, e viu através do gradeamento do mirante um vulto.
Era Teresa.
Na véspera recebera ela o adeus de Simão, e respondera enviando-lhe a trança dos seus cabelos».
(In Amor de perdição)
Para o local, está pensada a construção de um hotel.