
Casino da Póvoa de Varzim
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O sindicato que convocou uma greve no Casino da Póvoa de Varzim, por não ter sido entregue o cabaz de Natal aos representantes dos funcionários, não tem grandes expectativas de adesão.
Em declarações à TSF, Francisco Figueiredo, representante do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, explicou que o que levou a esta decisão foi a não atribuição do cabaz de Natal a delegados sindicais e membros da comissão de trabalhadores, sem a empresa apresentar qualquer tipo de justificação.
Para o sindicalista, esta atitude de «assédio» visa afectar a «honra e a dignidade» dos trabalhadores em causa, criando «um ambiente hostil, degradante e desestabilizador». «Em último caso, pretendem com esta atitude dificultar ou impedir o exercício de funções sindicais», considerou.
Francisco Figueiredo esclareceu que não é o valor do cabaz em si que está em causa, mas sim «o gesto».
O que a empresa pretende «é criar um ambiente hostil» e colocar estes trabalhadores «à margem», acusou.
A greve teve início às 16:00 e dura até às 04:00 de domingo, com o sindicalista a acreditar que vai haver adesão à greve para além dos delegados sindicais.
O sindicato já avançou também com uma queixa-crime contra a administração da empresa e contra a directora de recursos humanos do casino por considerar que a discriminação sindical configura a prática de um crime.
Contactada pela TSF, a administração do casino disse que a greve não está a ter expressão e recusou-se a fazer mais comentários.