O jornalista e locutor desportivo Jorge Perestrelo morreu a 6 de Maio de 2005, vítima de enfarte do miocárdio. Com uma carreira ligada maioritariamente à rádio, o locutor da "ripa na rapaqueca" distinguiu-se nos relatos de futebol. A TSF presta-lhe aqui homenagem.
Jorge Perestrelo morreu a 6 de Maio, aos 56 anos de idade, vítima de enfarte do miocárdio, cerca de duas semanas antes de completar 57 anos de idade.
O jornalista nasceu no Lobito, em Angola, em 1948, e foi naquele país que começou a carreira, no Rádio Clube do Lobito.
Ainda em Angola, Perestrelo trabalhou também no Rádio Clube do Mochico e na Rádio Comercial Sá da Bandeira.
Em 1975, foi para o Brasil e, dois anos depois, regressou a Portugal, onde trabalhou no Rádio Clube Português, Rádio Comercial e na TSF, rádio que acompanhou desde a sua fundação, em 1988, até aos dias de hoje.
Perestrelo distinguiu-se nos relatos desportivos que conduzia, empregando expressões coloridas que acabaram por se tornar a sua imagem de marca, caso de "Ripa na rapaqueca!" ou "Qué qué isso, meu?!".
Esta terça-feira de manhã foi realizada uma missa de corpo presente na Igreja de S. João de Deus (Praça de Londres), seguindo depois o funeral para o Cemitério dos Olivais.
Dezenas de pessoas acompanharam o funeral do jornalista da TSF e foram muitas as figuras ligadas ao Desporto, e não só, que não quiseram deixar de prestar uma última homenagem.
O último relato
O último relato de Jorge Perestrelo ao serviço da TSF teve lugar no dia 5 de Maio, no jogo da meia-final da Taça UEFA - Sporting-AZAlkmaar.
No dia seguinte, o jornalista deu entrada no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, queixando-se de dores no peito.
Após a realização de exames verificou-se que o jornalista apresentava lesões coronárias graves e foi submetido a uma angioplastia, sucumbindo durante a operação.