António Costa pretende ver os taxistas como seus aliados, tendo incentivados estes a procurarem novas áreas de negócios. Entre estas, o candidato socialista à câmara de Lisboa propôs o transporte de jovens à noite e o serviço "porta-a-porta".
O candidato socialista às eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa quer ter os taxistas como seus «aliados», pois, segundo António Costa, estes «podem funcionar como substituição dos meios de transporte».
Num jantar no Parque das Nações, o antigo ministro da Administração Interna incentivou os taxistas a procurarem novas áreas de negócio como o transporte de jovens à noite.
«Sabemos que quem sai à noite raramente em está em condições de a seguir voltar em segurança ao volante da sua viatura. Devemos trabalhar com os industriais da noite e dos taxis para encontrar sistemas de 'voucher' de transporte para quem sai e se diverte à noite», explicou.
Segundo António Costa, esta ideia tem já o acordo dos industriais da noite que «estão disponíveis para trabalhar com a Câmara de Lisboa».
Entre as novas áreas de negócio para os taxistas, o candidato elegeu ainda o serviço porta-a-porta, que «serve melhor o cliente e cria mais uma oportunidade de negócio».
A criação de mais corredores "bus" e de mais semáforos onde os táxis têm prioridade foram outras duas «medidas de gestão» defendidas por António Costa, que explicou que estas ideias «não têm impacto nas finanças» da autarquia.
Na sua intervenção, o candidato do PS lamentou não poder «prometer este mundo e o outro, mas com o estado financeira da Câmara não se pode prometer nem o céu, nem a terra e, muito menos o céu e a terra».
Apesar de se recusar a aceder à redução de taxas pedida pelos taxistas, António Costa mostrou-se disponível em contribuir em 33 por cento para o sistema de alarme do programa «Táxi Seguro».
A este propósito, António Costa lembrou que a contribuição que está disposto a dar para este programa é superior à praticada na autarquia do Porto, que paga 27 por cento do programa.
Jorge Fernandes, da Federação Portuguesa do Taxi, e Florêncio Almeida, da ANTRAL, nas suas intervenções durante este jantar, disseram que iriam apoiar o candidato socialista à autarquia da capital.