Mira Amaral esclareceu esta terça-feira, num comunicado enviado à comissão de trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos, que aceitou o convite do Governo para presidir à Comissão Executiva do banco após ter recebido garantias de que receberia uma reforma idêntica à que tinha direito no BPI, banco onde era administrador.
Ao aceitar o convite para vice-presidente do maior grupo financeiro português, «abandonei as posições que tinha no sector privado (administrador do BPI, presidente de comissões executivas de dois banco do grupo e administrador não executivo em outras empresas), as quais, como é fácil compreender, eram profissional e financeiramente muito interessantes e compensadoras», referiu.
«Também, como é humanamente compreensível, só estaria disponível aos 56 anos de idade para perder a minha reforma como Administrador do BPI se a CGD me oferecesse um esquema alternativo semelhante, o que de facto acontece com a legislação que me é aplicável como administrador da CGD», sublinhou o ex-presidente da comissão executiva da Caixa.
Segundo números avançados pela imprensa, Mira Amaral irá receber uma reforma de 18 mil euros da CGD.
No comunicado, o ex-presidente da Comissão Executiva da CGD informa, também que há já um mês tinha pedido ao Governo para abandonar a instituição bancária.