
Paulo Spranger /Global Imagens
Catarina Martins pede "transparência acima de tudo" no caso da contratação pelo Governo, de Diogo Lacerda Machado, que António Costa descreve como o seu "melhor amigo".
A coordenadora do Bloco de Esquerda há ainda muito por esclarecer na situação que envolve Diogo Lacerda Machado, o advogado que António Costa descreveu, na entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, como o seu "melhor amigo".
Lacerda Machado representou o Estado, de maneira informal, sem qualquer contrato, nalguns negócios considerados sensíveis, como a reversão da privatização da TAP; as negociações com os lesados do BES; ou o caso do BPI, envolvendo a empresária angolana Isabel dos Santos, os catalães do CaixaBank.
Esta semana, em comunicado, o governo divulgou que assinou um contrato com Lacerda Machado, no valor de dois mil euros mensais. Mas, na Sic Notícias, Catarina Martins disse esta quinta-feira que se exigem mais esclarecimentos.
A coordenadora do BE sublinha que nada tem contra a pessoa em causa. Trata-se apenas de uma questão de princípio que o partido sempre defendeu.
Ainda assim, Catarina Martins recorda que a situação de Diogo Lacerda Machado não é caso único, lembrando o caso de António Borges, que negociou privatizações.