
António Costa
Filipe Amorim/Global Imagens
António Costa diz-se "pessoalmente favorável" à mudança de regras mas promete calma na reforma da Segurança Social. A função pública vai ter de esperar até 2018.
Em entrevista ao jornal Público esta segunda-feira, o primeiro-ministro divide a legislatura em duas fases: a fase da urgência, que tem passado por remediar males herdados, e a fase das reformas estruturais, "a pensar na próxima década".
Uma dessas reformas será na Segurança Social e pode passar pela fixação de um valor para a pensão mínima. António Costa diz-se "pessoalmente favorável" à ideia de sujeitar a esta prestação à condição de recursos, ou seja, à apresentação de provas de baixos rendimentos. É para ver com tempo, as reformas na segurança social têm de "ser feitas com serenidade, para que não tenham efeitos indesejados".
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Em aberto está também uma eventual reestruturação da dívida pública - Costa não diz que não, mantém é que será só se a Europa quiser e quando a Europa quiser.
Já com data marcada para 2018 está a atualização dos salários da função pública e o descongelamento de carreiras. Pode ser também nesse ano a alteração aos escalões do IRS.
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O Orçamento de Estado para 2017, ainda em negociação, não irá agravar os impostos sobre ações e investimentos. Os aumentos já decididos são "os que dependem de escolhas", diz o primeiro ministro, e enumera os "impostos indiretos que vão subir: álcool, tabaco e produtos de luxo, nomeadamente o imobiliário de luxo".
Ao Público, o primeiro -ministro dá como assente, se não este mês de certeza este ano, a criação de um mecanismo que permita limpar o crédito malparado dos bancos, incluindo da Caixa Geral de Depósitos. Lixo que foi "deliberadamente escondido, por acordo entre a troika e o anterior governo, de forma a facilitar a tal saída limpa".
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Na vertente partidária, o chefe do Governo fala numa campanha de mitos. Entre outros exemplos de "uma leitura simplificada das estatísticas" aponta a queda do investimento. Reconhece que o investimento público caiu mas, o investimento das empresas subiu e não foi pouco, "7,7 % no primeiro semestre".
Dos mitos aos mimos, vão todos para presidente do PSD. Descreve Passos Coelho como o homem que "lidera uma oposição perdida em si própria". Que "só tem desgraças para anunciar ao país". Que insiste "em apostar todas as fichas no que pode correr mal".