Incêndios

Cristas acusa Governo de incompetência com SIRESP

A presidente do CDS-PP acusou hoje o Governo de incompetência na gestão dos incêndios, apontado falhas que foram reiteradas no SIRESP e o atraso na chegada das doações solidárias às populações.

"Um mês depois da tragédia de Pedrógão, o que nós vemos é um Governo incompetente, que não assume a sua responsabilidade, é uma ministra da Administração Interna que não é capaz de evitar novas falhas no SIRESP [Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal]", afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista afirmou que num incêndio em Alijó, que deflagrou no domingo, o sistema voltou a falhar e, por outro lado, apontou falhas na "chegada das ajudas, do dinheiro que solidariamente foi dado por todos os portugueses, às populações".

"Hoje passou um mês e ainda não chegou dinheiro nenhum", declarou aos jornalistas antes de uma visita ao Centro Social da Musgueira, em Lisboa, na qualidade de candidata à Câmara de Lisboa.

A presidente do CDS-PP insistiu ainda na necessidade da demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa: "Entendemos que, enquanto a ministra da Administração Interna lá continuar, não há autoridade e não há medidas concretas e eficazes no terreno".

"Sabemos que azares acontecem, mas não pode haver repetições e o que vemos nesta falha do SIRESP é um sistema que não está a funcionar. Pergunto, o que é que a ministra da Administração Interna está a fazer? Este é um sistema gerido pela secretaria-geral da Administração Interna", questionou.

Relativamente ao SIRESP, Assunção Cristas associou este sistema às funções de ministro da Administração Interna desempenhadas pelo atual primeiro-ministro no Governo socialista de José Sócrates, e defendeu que o Governo tem de "por a funcionar" o sistema ou "fazer uma avaliação profunda".

Questionada se defende que o executivo denuncie o contrato do SIRESP, que é uma parceria público privada, a líder centrista evitou responder diretamente, tendo afirmado: "O que eu defendo é que o Governo ponha mão e ordem nesta matéria".

  COMENTÁRIOS