
PM garante que o OE vai deixar claro, de forma "inequívoca", que impostos sobre" grande património" vão financiar Fundo de Estabilização da Segurança Social. "Não vai ser imposto para pagar despesa".
Em resposta a Catarina Martins, do BE, António Costa lançou o tema associando a questão do aumento das pensões com a tributação de património.
Sem referir valores, o primeiro-ministro disse que vai haver "diversificação das formas de financiamento da Segurança Social". Imposto sobre "grande património" vai financiar o Fundo de Estabilização da Segurança Social.
O início do debate foi marcado pelas críticas de Pedro Passos Coelho ao "modesto" crescimento da economia e a resposta de António Costa a admitir que os valores podem rondar 1,2%.
Heloísa Apolónia, do partido ecologista "Os Verdes", sugeriu a António Costa fazer o exercício de imaginar qual seria o Orçamento se PSD e CDS ainda estivessem no Governo.
Já Pedro Passos Coelho convidou o primeiro-ministro a debater a "realidade".
"Já tem explicações para o modesto crescimento da economia? O que justifica essa diferença?", perguntou o líder do PSD a Costa.
Na resposta, o PM prefere sublinhar os números mais favoráveis do emprego, admitindo, no entanto, que o crescimento está abaixo do previsto.
Costa contra-ataca lembrando os sucessivos Orçamentos retificativos do anterior Governo e acusou Pedro Passos Coelho de querer "discutir o passado".
"Isto não é a Academia de História", atira o PM para a bancada do PSD.
O Governo aprovou na quinta-feira em Conselho de Ministros, a proposta de Orçamento do Estado (OE), onde devem estar incluídas medidas como o fim da sobretaxa, o aumento das pensões e um novo imposto sobre o património imobiliário.