PSD

Passos Coelho acusa "geringonça" de destruir progressos democráticos do País

O líder do PSD acusa o governo de não fazer reformas e de prosseguir a cultura do imobilismo.

Na festa do Pontal o líder do PSD acusou o governo e os partidos que o apoiam de seguir " a cultura dos direitos adquiridos" que está a destruir os progressos democráticos do País.

Passos Coelho garante que a fórmula está esgotada. " Está no imobilismo no que respeita ao futuro", diz o líder do PSD.

"Não deseja alterar nada para o futuro a não ser esta sua preferência pela estatização e coletivização e ao mesmo tempo fazer passar a desconfiança sobre aquilo que não domine ou que não venha ao beija-mão". Nesse sentido, Passos Coelho dá o exemplo do Siresp e das críticas do primeiro- ministro à PT, questionando se "a preocupação do primeiro-ministro é com o Siresp ou se é com a intenção que a Altice demonstrou de intervir como investidor com mais relevo na economia nacional e não tenha ido primeiro ao beija-mão do governo e do primeiro-ministro".

O líder do PSD salienta que com este PS nunca teria havido reformas constitucionais e o País ainda estaria no espírito constitucionalista de 1975.

O caminho que o Governo está a percorrer, segundo Passos Coelho, já foi testado no passado: "Enquanto houver dinheiro e a conjuntura for favorável, a coisa vai". Mas adverte, "se um dia o ciclo muda, aí vêm os problemas porque a cultura da geringonça não serve para governar".

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