Debate quinzenal

Passos Coelho: "Ainda não vi reforma nenhuma"

O líder do PSD interpelou o primeiro-ministro, no debate quinzenal, a propósito do Plano
Nacional de Reformas. António Costa diz que Passos é o "guardião" do passado.

A abrir o debate António Costa reafirmou a intenção de promover um "intenso" debate parlamentar em torno do Programa Nacional de Reformas, convocando "universidades, parceiros sociais, agentes culturais e partidos políticos".

"Este Programa Nacional de Reformas não deve ser um programa do Governo, deve ser um programa de toda a sociedade", justificou António Costa.

O primeiro-ministro frisou que o Programa Nacional de Reformas se destina "a resolver os bloqueios estruturais que há 15 anos mantêm a economia estagnada".

Na resposta, o presidente do PSD afirmou: "Ainda não vi reforma nenhuma". Passos Coelho disse que o atual governo se tinha comprometido com as instituições europeias "a não fazer nenhuma reversão dessas reformas estruturais enquanto não procedesse à sua avaliação".

Por este motivo, o líder do PSD exigiu ao primeiro-ministro que diga quando terá feito o trabalho de avaliação do impacto das reformas que foram feitas.

Em concreto, Passos Coelho quer saber "quais são as medidas que [António Costa] está a tomar para fazer a avaliação dessas reformas, que instrumentos vai usar e quando é que vai apresentar ao pais e à Comissão Europeia a avaliação dos impactos das reformas estruturais que foram realizadas".

Na resposta, António Costa disse que Passos Coelho "em vez de falar sobre o que país precisa, comporta-se como o guardião das reformas que fez enquanto foi governo".

Clima económico a subir "depois do orçamento"

Neste debate quinzenal, o primeiro-ministro destacou as "boas notícias" dadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pela Direção-Geral do Orçamento sobre os dados económicos mais recentes.

Questionado pela porta-voz do Bloco de Esquerda (BE) sobre uma eventual "catástrofe" financeira no país proclamada pela direita no começo do ano após a entrada em vigor de novas medidas pelo executivo do PS, António Costa destacou "duas boas notícias".

"A primeira [boa notícia] é os dados hoje divulgados pelo INE. Depois de cinco meses em queda, o clima económico recuperou em fevereiro e março depois da aprovação das normas do orçamento, assim como melhorou a confiança dos consumidores", declarou, na resposta à pergunta de Catarina Martins.

A outra boa noticia, prosseguiu, "é que a execução orçamental até agora disponível" indica que o executivo está a cumprir as metas que tinha fixado.

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