Novo Banco

PSD quer mais explicações sobre modelo de venda do Novo Banco

O PSD quer que o primeiro-ministro explique o que quis dizer na ultima entrevista que deu sobre o tema, quando referiu que o Estado tinha de ficar com 25% do banco por uma questão de credibilidade

Luís Montenegro

O PSD desafiou esta quinta-feira o Governo a esclarecer dúvidas que considera persistirem sobre o negócio do Novo Banco e acusou PCP e BE de "cinismo e hipocrisia" políticos neste processo.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião do grupo parlamentar do PSD, o presidente da bancada social-democrata, Luís Montenegro, lamentou também que os partidos de esquerda que apoiam o Governo tenham 'chumbado' na quarta-feira um pedido do partido do partido à UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) para que calcule os custos da renegociação do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução e anunciou que este será reapresentado.

"O Governo e o primeiro-ministro devem responder às perguntas diretas que nós colocamos: quanto custa o perdão que é feito aos juros dos empréstimos concedidos aos bancos e de que forma é que as obrigações vão ser trocadas", afirmou, questionando se a troca obrigacionista prevista no negócio será mesmo voluntária ou se implicará custos para quem não o fizer.

Por outro lado, Montenegro questionou o sentido das declarações do primeiro-ministro, António Costa, de que o Estado terá permanecido no Novo Banco, através do fundo de resolução, com 25% por uma questão de credibilidade.

"De que tipo de credibilidade é que estamos a falar, a credibilidade do parceiro [Lone Star]? Ou isto corresponde a uma exigência do próprio parceiro? E porquê? Para aportar mais garantias ao negócio?", interrogou.

Questionado se o PSD vai apresentar alguma iniciativa parlamentar para que estas questões sejam respondidas, o presidente da bancada social-democrata salientou que estes esclarecimentos têm de ser dados ao país e criticou a atitude de PCP e BE neste processo.

"PCP e BE sabem que não vão votar contra a decisão porque a decisão não é suscetível de uma decisão do parlamento. Os projetos de resolução são para distrair, são para brincar, são folclore político", criticou.

Por essa razão, Luís Montenegro acusou PCP e BE de "cinismo e hipocrisia" quando se afirmam contra o negócio de venda do Novo Banco.

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