
José Coelho/Lusa
"Não precisamos de aguardar por nenhum estudo, por nenhuma avaliação e auditoria, para saber que o Estado falhou. E eu quero acrescentar: e ainda está a falhar", acusa Pedro Passos Coelho.
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O presidente do PSD comentou esta segunda-feira, no quartel de bombeiros de Castanheira de Pera, a atuação do Governo no caso dos incêndios e disse conhecer casos de suicídios entre as vítimas indiretas. O incêndio de Pedrógão Grande matou 64 pessoas, no sábado, 17 de junho.
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"Não precisamos de aguardar por nenhum estudo, por nenhuma avaliação e auditoria, para saber que o Estado falhou. E eu quero acrescentar: ainda está a falhar", começou por dizer Pedro Passos Coelho. "Dez dias depois, ainda está a falhar. Eu tenho conhecimento de vítimas indiretas deste processo que puseram termo à vida, pessoas que em desespero se suicidaram e que não receberam a tempo o apoio psicológico que deveria ter existido."
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Passos Coelho admite ainda avançar com uma iniciativa legislativa caso o Governo não apresente rapidamente um mecanismo que possa compensar as famílias das vítimas de Pedrógão Grande.
"Há precedentes. Há muitos anos, quando aconteceu uma tragédia em Entre-os-Rios, o Governo de então demorou quatro dias a aprovar um mecanismo desta natureza. Na altura foi por uma resolução do Conselho de Ministros", diz.
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Artigo em atualização