Educação

Arranque do ano lectivo marcado por vários cortes e alterações

A TSF dá-lhe a conhecer as alterações do novo ano lectivo que vai começar com menos dinheiro, menos professores e com equipas reduzidas para acompanhar as crianças com deficiências.

As salas de aula vão estar mais cheias. O novo limite máximo de alunos por turma sobe de 24 para 26.

As disciplinas que vão preencher os horários também vão sofrer algumas alterações. Para a Matemática e o Português, a carga vai aumentar com mais 90 minutos no 5º e no 6º ano e mais 45 minutos no 7º, 8º e 9º anos.

Outra novidade para o novo ano lectivo é o "teste" a estas duas disciplinas na transição do 2º para o 3º ciclo, ou seja, os alunos do 6º ano vão passar a fazer exames nacionais de Português e Matemática. Recorde-se que até agora faziam, nesta fase, provas de aferição.

A disciplina de Língua Portuguesa vai ser a mais mexida, avançando já o novo programa curricular no 1º, 5º e 7º anos.

Sorte diferente no horário escolar vão ter outras duas disciplinas. No 2º ciclo, o tempo dedicado ao Estudo Acompanhado vai ser menor, enquanto a Área de Projecto vai mesmo deixar de existir. No 3º ciclo, as duas disciplinas desaparecem por completo dos horários.

Em todos os anos, e em todas as disciplinas, vai começar a partir de agora a ser aplicado o novo acordo ortográfico. Uma norma que pode gerar confusão, uma vez que nem todos os manuais escolares foram actualizados.

Na reestruturação planeada pelo ministro Nuno Crato, nota ainda para a redução das equipas que fazem o acompanhamento dos alunos com necessidades especiais.

No apoio às necessidades especiais deixam de estar presentes os assistentes sociais, os monitores e os técnicos de psicomotricidade.

Já olhando para o mapa das escolas primárias que tinham menos de 21 alunos, são 297 as que deixam de funcionar. Apesar da maior parte das extinções ser na região Norte é o concelho de Alcobaça o mais prejudicado, perdendo 12 escolas.

Ainda no plano dos cortes regista-se ainda a extinção das Direcções Regionais de Educação (DRE), um processo que tem de ser concluído até ao fim do próximo ano, e que dará lugar a estruturas mais simples e com menos dirigentes.

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