Governo

Passos confirma que recusou pedido de demissão de Crato

O primeiro-ministro aproveitou a inauguração do centro escolar de Forjães, em Esposende, para elogiar Nuno Crato, afirmando «que foi uma escolha certa». Sobre os alunos afetados pelos erros nas listas de professores, Passos Coelho promete que vão ser recompensados pelas aulas em atraso.

O homem certo, no lugar certo. A ideia resume os elogios e a defesa de Pedro Passos Coelho relativamente a Nuno Crato.

Os dois marcaram presença, esta tarde, na inauguração do Centro Escolar de Forjães, em Esposende, e foi lá que o primeiro-ministro revelou que de facto Nuno Crato pediu a demissão, em sequência dos erros com as listas de professores contratados, mas o pedido foi recusado.

Pedro Passos Coelho sublinhou que «o ministro não hesitou em agarrar o problema. Não lavou as mãos».

A escolha de Nuno Crato para a pasta da Educação foi «certa», nas palavras de Passos Coelho.

Num momento de crise, «ele revelou um grande sentido de responsabilidade ao assumir o erro e corrigi-lo. É isto que se exige a quem tem responsabilidades».

Sobre os alunos que foram afetados pelos problemas na colocação de professores, o primeiro-ministro deixou a garantia que vão ser recompensados.

«Vai ser encontrada uma solução. Esperamos encontrar formas de compensar os alunos. Não será com uma solução igual para todos os casos, será caso a caso», ou seja, escola a escola.

À porta do Centro Escolar de Forjães, em Esposende, Pedro Passos Coelho tinha à sua espera uma manifestação convocada pela CGTP.

Depois de Esposende, o primeiro ministro seguiu para Famalicão onde visitou uma fábrica. À margem da visita, pedro passos Coelho, afirmou que é uma ficção, a noticia que indica que o primeiro ministro escondeu de Paulo Portas e do CDS, o modelo de devolução da taxa em 2016. A noticia vem na edição de sábado do Expresso e foi hoje desmentida pelo chefe de governo que acrescenta que «não alimenta romances»

Pedro Passos Coelho disse ainda que considerava o Orçamento justo e que falará sobre o assunto, no Parlamento, quando apresentar a proposta do governo.

O chefe do executivo defendeu que as próximas eleições legislativas deverão ocorrer no prazo «normal» previsto na lei, a menos que haja uma «crise profunda» que disse não desejar nem antecipar.

«As eleições ocorrerão dentro do que são os prazos Constitucionais normais. Se há coisa em que a Constituição é clara é quanto aos prazos em que devem ocorrer as eleições e eu espero que esses prazos se cumpram com normalidade», assinalou Pedro Passos Coelho.

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