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Associação de Sargentos apela à participação nos protestos de 27 de novembro

A Associação Nacional de Sargentos lançou um apelo à participação dos militares nas iniciativas de protesto contra o Orçamento do Estado previstas para terça-feira, dia da votação final do documento no Parlamento.

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«A instabilidade e insegurança já latentes no seio dos militares, particularmente desde o início de 2005, muito se agravaram com a entrada em funções do atual Governo face às medidas que desde então foram sendo implementadas, mesmo contrariando as promessas eleitorais que lhes permitiram chegar ao poder», lê-se num comunicado hoje divulgado pela Associação Nacional de Sargentos (ANS).

«Mas o texto da proposta de Orçamento para 2013 veio agravar este clima de insegurança e de instabilidade, acrescentando-lhe agora um grave sentimento de indefinição pela forma como está apresentado o texto», prossegue o comunicado, no qual a associação apela à presença dos militares na manhã de terça-feira nas galerias da Assembleia da República para assistirem ao momento da votação final global do Orçamento.

A ANS apela ainda à participação na vigília marcada para a tarde do mesmo dia em frente ao Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República, que é o comandante supremo das Forças Armadas e a quem os militares pedem que não promulgue o Orçamento e o envie para o Tribunal Constitucional.

A realização desta vigília foi decidida a 10 de novembro, no final e uma manifestação organizada pelas três associações que representam os militares que reuniu em Lisboa milhares de pessoas.

No comunicado hoje divulgado, a ANS sublinha a mobilização conseguida nesta manifestação para contraiar declarações de «diversos responsáveis» pelo Ministério da Defesa Nacional e «responsáveis militares» que querem «tentar fazer passar a imagem de que a instabilidade, o mal-estar e a insegurança não existem no seio dos militares».

A este propósito, a ANS refere ainda o «aparecimento de centenas (por ramo) de pedidos de passagem à situação de reserva» e que «vários militares» tiraram férias quando o ministro Aguiar Branco foi ao Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea, na Ota, «para não estarem presentes naquele dia», enquanto outros «abdicaram de almoçar para não o fazerem ao mesmo tempo» que o ministro.

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