Cascais

Capucho compara extinção de fundação a tiros talibã contra budas

Este ex-autarca de Cascais considera que a proposta de extinção da Fundação Paula Rego «não faz sentido nenhum», até porque esta «não recebe um tostão de incentivos do Estado».

O social-democrata António Capucho comparou a intenção do Governo em extinguir a Fundação Paula Rego com os tiros dos talibã com os budas de Bamyan, no Afeganistão, há uma década atrás.

Em declarações à TSF, este ex-presidente da câmara de Cascais entende que esta proposta do Governo é uma «selvajaria tão grave como os talibã a deitarem abaixo com tiros de morteiro as estátuas do buda».

Para Capucho, esta proposta «não faz sentido nenhum, tanto mais que a fundação não recebe um tostão de incentivos do Estado nem sequer subsídios do Estado».

«Há aqui um equívoco monumental que é o Governo fazer as coisas em cima do joelho», acrescentou este antigo autarca, que defende que o Executivo «devia ouvir as entidades que estão a responder» antes de publicitar as suas intenções.

Em vez disso, o autarca entende que o Governo «resolveu fazer show-off e publicar nos jornais por todo o lado esta história que parece ser popular de extinguir coisas», algo que deveria acontecer «com critério».

  COMENTÁRIOS