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Fosso entre pobres e ricos aumenta em Portugal há cinco anos consecutivos

A ONU comemora hoje Dia Mundial da Justiça Social. Há cinco anos que Portugal assiste a um aumento do fosso entre os rendimentos dos 10% mais ricos em relação aos 10% mais pobres.

É cada vez maior o fosso entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal. Há cinco anos que não pára de aumentar a desigualdade na distribuição dos rendimentos. Os especialistas alertam para a crescente falta de justiça social na Europa, mas também em Portugal.

Depois de vários anos a descer, a desigualdade na distribuição dos rendimentos no país voltou a subir em 2009. Nesse ano, os 10% mais ricos tinham um rendimento 9,2 vezes superior ao dos 10% mais pobres. Um número que, segundo o Instituto Nacional de Estatística, subiu para 9,4 em 2010, 10,0 em 2011, 10,7 em 2012 e, finalmente, 11,1 em 2013 (últimos dados disponíveis).

Um estudo recente da fundação alemã Bertelsmann, numa abordagem que não se ficou pela análise dos rendimentos, concluiu, também, que Portugal é um dos países europeus que tem andado para trás na justiça social. Somos o nono país da Europa (a 28) pior na fotografia. As notas mais negativas registam-se nas áreas da justiça entre gerações, educação igual para todos e pouca capacidade de inclusão do mercado de trabalho nacional.

O sociólogo e especialista em pobreza Alfredo Bruto da Costa defende que a progressiva falta de justiça social é um problema na Europa e ainda mais em Portugal: «estamos claramente a andar para trás, em primeiro lugar devido ao acordo assinado com a troika». Um «retrocesso» que segundo o antigo presidente do Conselho Económico e Social é «particularmente grave porque o conceito de justiça social foi banido do debate político nacional».

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