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Grupo de personalidades assina manifesto pela reestruturação da dívida

Da esquerda à direita, 70 personalidades assinaram o manifesto que apela à reestruturação da dívida. Entre os subscritores, estão Manuela Ferreira Leite, Francisco Louçã, Bagão Félix, Freitas do Amaral, Adriano Moreira e João Cravinho.

De acordo com o jornal Público, a ideia de suscitar o debate sobre a reestruturação da dívida partiu de João Cravinho em articulação com José Reis, da Universidade de Coimbra, Bagão Félix e Eduardo Paz Ferreira.

No manifesto prevê-se que, sem a reestruturação da dívida, Portugal vai continuar enredado na tentativa de resolver os problemas do défice e da dívida pela via da austeridade.

Um caminho que, segundo os subscritores, terá como resultados a degradação dos serviços do Estado, uma economia a definhar, maior precariedade do trabalho, a emigração de jovens qualificados e mais desemprego.

O manifesto apela a uma reestruturação responsável, isto é, a dívida deve ser paga ainda que de forma mais suave. É sugerida uma extensão das maturidades para 40 ou mais anos. O grupo dos 70 propõe a reestruturação da dívida que exceda os 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma redução da taxa média de juros.

A reestruturação deve ser feita no espaço institucional europeu mesmo que isso ocorra, escreve-se no manifesto, a contragosto dos alemães.

A esse propósito, os 70 subscritores sustentam que Portugal deve beneficiar da solidariedade dos parceiros europeus tal como aconteceu com a Alemanha depois da segunda guerra mundial.

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