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Jorge Miranda defende referendo sobre extinção do 1º de dezembro

O constitucionalista propôs hoje um referendo sobre a eliminação do feriado 1º de dezembro. Jorge Miranda considera que este é um tema que interessa à generalidade dos portugueses.

Jorge Miranda propõe que se faça um referendo para saber o que pensam os portugueses sobre a eliminação do feriado do 1º de dezembro.

O professor jubilado considera que é uma questão até com mais relevância para ser referendada do que o novo tratado europeu, que foi aprovado pela Assembleia da República.

«É uma matéria de alto interesse nacional, tem que ver com a nossa identidade, com a nossa independência, com um sentido de unidade nacional, e em segundo lugar porque é uma matéria precisa, concreta, que os portugueses compreendem. Não deveria ser uma questão resolvida por uma lei avulsa do Parlamento», afirmou.

Jorge Miranda deixou esta ideia durante a apresentação do livro de José Ribeiro e Castro, onde que o deputado defende a preservação do feriado da Restauração da República.

O ex-presidente do CDS diz que a sugestão do constitucionalista é relevante.

«Considero muito sintomático o apelo que fez o professor Jorge Miranda para que esta matéria fosse sujeita a referendo. É um apelo novo e que também é sinal daquilo que tenho sentido por todo o lado, desde que me empenhei neste trabalho, um profundo inconformismo e só por uma elevadíssima surdez política é que se persistiria naquilo que é manifestamente um erro», referiu

«Mas creio que é uma ideia muito forte a que eu próprio vou dedicar maior reflexão e que pode chegar à Assembleia de duas formas: por iniciativa de deputadas ou por a cidadania movimentar-se no sentido de o fazer», acrescentou Ribeiro e Castro.

Também presente apresentação do livro este D. Duarte de Bragança considerou que a ideia de um referendo sairia cara e não poderia limitar-se ao escrutínio de um único feriado.

«A ideia em si teoricamente é muito interessante, mas provavelmente teríamos que por todos os feriados e ouvir do povo português quais são os dois ou quatro feriados que deveriam ser cortados. Claro que isso é capaz de ficar caro [porque] ia gastar muito em propagandas», lembrou.

Questionado pela TSF sobre se gostava de ver Cavaco Silva mais ativo nesta causa, D. Duarte de Bragança disse que «o senhor Presidente da República toma cuidado para não entrar em contradição com o Parlamento, mas (...) gostava muito de ouvir a opinião dele».

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