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manifestação 2 março

Mais de um milhão e meio de portugueses saíram à rua (vídeo)

O Movimento "Que se lixe a Troika" acredita que estiveram 800 mil pessoas na manifestação em Lisboa. No Porto, a organização fala em 400 mil.

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Ainda sem números definitivos, a organização do protesto, que se estendou a cerca de 40 cidades, estima que tenham sido mais de um milhão e meio as pessoas a ir para as ruas, não só em Portugal mas também em algumas cidades do mundo, gritar «basta» de austeridade e pedir a «demissão» do Governo de Passos Coelho.

A cantiga de José Afonso, emblemática na Revolução dos Cravos, em 1974, foi o mote do protesto e ouviu-se em Lisboa, onde se estima que tenham estado 800 mil pessoas.

No Porto, o movimento «Que se lixe a 'troika'» estima que terão estado 400.000 pessoas, número que cai para as 100.000 pelas contas dos «Precários Inflexíveis», um coletivo que aderiu ao protesto.

Ainda a Norte - onde só Bragança não se juntou ao protesto -, os cravos voltaram às ruas de Braga pelas mãos dos milhares de manifestantes que exigiram a «saída do Governo» e se emocionaram ao lembrar que «não foi para isto» que lutaram. De punho erguido, entoaram-se cânticos «anti-troika», apelaram à «chacina política», partilharam histórias, choraram e cantaram.

Em Vila Real, o principal alvo dos gritos foi o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, candidato pelo distrito transmontano nas últimas legislativas.

No meio do povo, um pequeno coelho enforcado chamava a atenção. Albertino Túbio, mecânico de 43 anos, trazia ao ombro uma vara com um pequeno coelho, de peluche e cor-de-rosa, pendurado, e explicou que «queria trazer o verdadeiro», lamentando não ter sido possível.

No Alentejo, Setúbal foi das cidades que mais pessoas juntou. «Parem de nos roubar», «Solta a Grândola que há em ti», «Revolução dos escravos» foram algumas das palavras de ordem exibidas em centenas de cartazes que alguns manifestantes trouxeram para esta ação de protesto, que foi engrossando à medida que ia percorrendo a Avenida Luísa Todi.

A imagem repetiu-se de Norte a Sul, passando por Portalegre, Évora, Faro, Beja, Leiria, Aveiro, Viseu, Guarda, Viana do Castelo, Santarém, Castelo Branco, Coimbra, Madeira e Açores.

O protesto viajou ainda para algumas cidades europeias, como Paris, Madrid, Londres, Barcelona e Budapeste.

Na capital francesa, por exemplo, que reúne uma grande comunidade portuguesa, os manifestantes quiseram explicar os motivos que os levaram a emigrar e juntar-se a um protesto sobre as condições de vida no país para onde pretendem voltar um dia.

Notícia atualizada às 20h30

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