ADSE

Médicas e enfermeiras foram à depilação à custa da ADSE

Doze funcionárias do Hospital de São João, no Porto, receberam comparticipação da ADSE por tratamentos dermatológicos, mas afinal iam à depilação.

Doze funcionárias do hospital de São João, no Porto, entre elas médicas e enfermeiras, foram acusadas de falsificar documentos. Com o esquema hoje revelado pelo Jornal de Notícias, as mulheres obtinham pagamentos da ADSE para tratamentos dermatológicos quando na verdade fizeram depilações a laser.

Segundo a acusação do DIAP, hoje revelada pelo JN, o primeiro caso relacionado com esta alegada burla ocorreu em 2009.

Na clínica privada onde foram feitas as depilações, também no Porto, uma médica que está entre as arguidas deste caso passava um documento que garantia que as mulheres tinham sido sujeitas a um ato médico dermatológico.

Com este documento as 12 mulheres, médicas, enfermeiras, técnicas e uma fisioterapeuta, todas do hospital de S.João, obtiveram o respetivo reembolso.

A acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto menciona os crimes de falsificação de documentos, burla e tentativa de burla.

Ao todo foram devolvidos um pouco menos de 2 mil euros indevidamente, mas foram pedidos reembolsos de 5700 euros. O prejuízo para a ADSE não chegou a esse valor porque alguns pedidos foram recusados.

O esquema foi detetado por uma auditoria interna ao S.João que depois alertou a administração do hospital.

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