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Seguro defende «austeridade inteligente»

O líder do PS defendeu a aplicação de uma «austeridade inteligente» e perguntou «por que razão não se mexe no memorando», dando mais tempo a Portugal para consolidar as contas públicas.

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Questionado se, em seu entender, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional aceitariam esse acréscimo de tempo, António José Seguro respondeu que insistiu recentemente junto da 'troika' nesse sentido, invocando a alteração de «condições objetivas» aos níveis nacional e europeu.

«Eu pergunto: por que razão é que não se mexe no memorando? Por que razão é que não temos mais um ano, no mínimo? Caso contrário, nós podemos correr o risco de cumprir tudo o que está no memorando, mas de isso significar vida pior para os portugueses e mais dificuldade para as nossas empresas. É isso que neste momento está a acontecer», acrescentou.

Seguro declarou-se ainda a favor de «medidas de austeridade, mas na dose suficiente», ou seja, de «uma austeridade inteligente, que não tenha como efeito a recessão e a quebra da economia», e que seja acompanhada por «uma prioridade dada ao crescimento e ao emprego», que argumentou ser o único caminho para um país pagar as suas dívidas.

O líder do PS fez estas declarações aos jornalistas em São Bento, no final de uma reunião com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no âmbito da preparação do Conselho Europeu desta semana, na qual também participaram o líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, e a presidente do PS, Maria de Belém.

[Texto escrito conforme o novo Acordo Ortográfico]

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