Função Pública

STE diz estar cada vez mais perto de avançar para greve

O STE afirmou hoje que o resultado final do encontro com o Governo «não garante satisfação» e disse estar cada vez mais perto de avançar para uma greve da função pública.

«O resultado final não é um resultado que garanta satisfação e permita, eventualmente, pensar na possibilidade de acordo. Mantém-se o despedimento, penso que até há uma redução relativamente ao prazo em que os trabalhadores estão na requalificação e, portanto, as perspetivas são pouco animadoras», disse a vice-presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Maria Helena Rodrigues.

Falando aos jornalistas depois de um encontro de mais de duas horas com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, a sindicalista referiu que «as organizações sindicais vão ter de equacionar se vão ter de ir para as últimas das formas de luta, a greve».

«Estamos mais perto dessa última forma», disse Helena Rodrigues, argumentando que «juntar ao desemprego mais desemprego não é uma solução».

Deixou, por isso, em aberto a possibilidade dos associados do sindicato, afeto à UGT, se juntarem à greve anunciada na segunda-feira pela Frente Comum, afeta à CGTP.

A dirigente do STE acusou ainda o Estado de ser uma «entidade empregadora que trata os trabalhadores como números, não lhes dando motivação».

No entender de Helena Rodrigues, «aumentar o horário de trabalho e reduzindo a remuneração para melhor servir o serviço público não é verdade e os trabalhadores têm de reagir».

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