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Carlos Silvino diz que restantes condenados estão inocentes

Em declarações à revista Focus reproduzidas pela SIC, Carlos Silvino adiantou que conheceu Carlos Cruz à entrada dos Pasteis de Belém em 1980 e que nunca mais o viu desde então.

Carlos Silvino afirmou que todos os outros condenados no caso Casa Pia estão inocentes, uma declarações que fez à revista Focus e que a SIC transmitiu, esta terça-feira, de forma parcial.

Nestas declarações, o principal arguido deste processo garantiu que conheceu Carlos Cruz em 1980 «por intermédio de um amigo, Carlos Mota» à entrada dos Pasteis de Belém e assegurou que nunca mais o viu desde então.

Questionado sobre as razões que o levaram a acusar estes arguidos, Carlos Silvino disse ter sido obrigado a fazê-lo «com pena dos rapazes que tinham levado bastante porrada» e que «vi no corredor da Polícia Judiciária».

Este arguido, que explicou ainda que mentiu porque durante anos foi drogado para dizer o que não queria, adiantou ainda que nunca serviu de correio para encontros de jovens da Casa Pia com qualquer um dos outros arguidos.

«Quero dizer que nunca, mas nunca, nem para Elvas, nem para nenhum lado, levei qualquer rapaz daqueles que acusaram nem para o Campo Grande, nem para a Feira Popular», sublinhou.

Carlos Silvino disse ainda ter sido «obrigado a assinar um papel (não estava em mim) com o copo de água que me davam».

«Não sei o que lá estava dentro. Senti-me mal e transpirava por todo o lado. Quando chegava à prisão não conseguia comer, dormir muito menos. Os nervos eram tantos. Tinha muita medicação», lembrou.

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