tribunais

Ex-presidente da câmara de Faro condenado a pena suspensa

Luís Coelho foi condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa por participação económica em negócio onde foram usados dinheiros públicos para salvar o Farense da bancarrota.

O ex-presidente da câmara de Faro Luís Coelho foi condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa devido ao crime de participação económica em negócio na utilização de dinheiros públicos para salvar o Farense da bancarrota.

Para o tribunal que o considerou culpado, o actual presidente da Assembleia Municipal de Faro agiu de forma deliberada, livre e consciente, apesar de saber que estava a praticar uma operação ilícita.

Este socialista foi acusado de ser o mentor de uma engenharia financeira que permitiu à Ambifaro, detida maioritariamente pela autarquia, fazer um empréstimo bancário de 750 mil euros para comprar acções do Farense.

O tribunal considerou ainda que a Ambifaro foi apenas o rosto deste negócio que permitiu que o clube permanecesse na primeira Liga em 2001, dado que a autarquia celebrou um protocolo e um contrato-programa em que se comprometia a pagar esse empréstimo.

O colectivo de juízes entende ainda que também foi cometido o crime de abuso de poder, entretanto prescrito, o que permitiu a Luís Coelho ser absolvido nesta questão, o que já não aconteceu no crime de participação de negócio que lhe valeu também uma multa de 2100 euros.

O tribunal decidiu ainda atenuar a pena de Luís Coelho, pois apesar de ter tomado uma opção ilícita e errada, o antigo autarca não tirou vantagens para si próprio.

À saída do tribunal, o advogado de Luís Coelho garantiu que iria «examinar a sentença e vamos fazer aquilo que for do interesse do nosso cliente, apenas isso».

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