Portugal

Juízes dizem que copianço entre futuros magistrados foi «escusado»

O secretário-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses considerou que «houve pouca atenção aos deveres éticos» no caso do copianço entre futuros magistrados num teste do curso de auditores de Justiça no Centro de Estudos Judiciários.

Manuel Soares referiu que este episódio evidencia «pouca atenção aos deveres éticos» por parte dos candidatos a futuros juízes e procuradores e que a Associação Sindical dos Juízes Portugueses «não pode deixar de condenar».

Embora tenha classificado o episódio de «escusado e lamentável», a ASJP «compreende a decisão» da directora do CEJ (desembargadora Ana Geraldes) e espera que haja uma «futura clarificação interna dos deveres dos auditores e da natureza estritamente individual dos testes de avaliação».

O secretário-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Manuel Soares, sublinhou também que se tratou um teste de cruzes (teste americano) numa sala em que os auditores trocaram impressões antes de responder, pois sentiram-se à vontade para isso, sem que «ninguém lhes tivesse advertido para não o fazer».

Um copianço generalizado num teste do curso de auditores no CEJ levou à anulação do teste, mas a direcção decidiu atribuir nota positiva (10) a todos os futuros magistrados.

Num despacho datado de 1 de Junho e assinado pela directora do CEJ, a desembargadora Ana Luísa Geraldes, a que a agência Lusa teve acesso, é referido que na correcção do teste de Investigação Criminal e Gestão do Inquérito (ICGI) «verificou-se a existência de respostas coincidentes em vários grupos» de alunos da mesma sala.

  COMENTÁRIOS