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Pedro Passos Coelho: Não teremos milagre económico em maio

Pedro Passos Coelho, que venceu as eleições no PSD com 88%, advertiu hoje que o país não terá «um milagre económico» em maio.

Ao contrário do ministro da Economia, que no final de outubro falou num milagre económico em curso, Passos Coelho afirmou: «Sabemos que não teremos um milagre económico em maio deste ano. Que quando fecharmos o período de assistência económica e financeira ainda teremos desafios muito importantes para enfrentar, seja ao nível do desemprego, seja ao nível da coesão social, coesão territorial e recuperação económica», afirmou, dizendo que o objetivo é «fechar um tempo de crise e iniciar um tempo de recuperação».

O líder do PSD também disse que alguns dos cortes promovidos pelo Governo serão transitórios, mas não disse nem quais nem quando poderão terminar.

Pedro Passos Coelho falava na sede do PSD, em Lisboa, após terem sido anunciados os resultados das eleições diretas, que venceu, sem adversários, com cerca 88 por cento dos votos, quando faltavam apurar 32 secções.

Manifestando «redobrado ânimo», Passos Coelho disse que se comprometeu perante os militantes do PSD, durante a campanha interna, a lutar «neste novo ciclo político para garantir condições de governabilidade para Portugal e de continuação do caminho de recuperação».

Segundo o primeiro-ministro, o Governo está «a chegar aos objetivos a que se propôs».

«O PSD prosseguirá o seu papel de partido que é, nestes 40 anos de democracia, de referência, da estabilidade política em Portugal e ao mesmo tempo da mudança necessária para que o país possa progredir e atingir níveis de prosperidade mais elevados», disse.

Pedro Passos Coelho defendeu que aquele objetivo «exige dos partidos», e «do PSD à cabeça, um esforço maior de responsabilidade política, de transparência política e de mobilização da sociedade».

Questionado pelos jornalistas sobre se mantém a afirmação «que se lixem as eleições», que proferiu em julho de 2012, numa altura em que se aproxima as eleições europeias, Passos Coelho respondeu que o Governo irá «manter o rumo que traçou».

«O Governo não deixará de fazer aquilo que tem de fazer por pensar nas eleições e acho que essa é a melhor condição para as disputar», disse.

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